sexta-feira, 11 de março de 2011

O Conto, alguns aspectos deste gênero literário

Autor: Carlos Higgie
O CONTO
Alguns aspectos deste gênero literário
Introdução

Muitos teóricos discutem, até hoje, quais são os limites do conto, onde ele termina e onde começa a novela ou o romance, o que o diferencia da crônica, quais os aspectos que fazem dele um conto e não outro tipo de narrativa.
Num movimento cíclico, com momentos de auge e outros de puro ostracismo, o conto tem acompanhado, desde os primórdios, o avanço da humanidade através do tempo, num meio que, na maioria das vezes, é hostil e nada propício para criar, ouvir ou ler esse tipo de narrativa.
Partindo das inscrições nas cavernas, das narrativas quase guturais ao redor das fogueiras, passando pelos relatos de antigas culturas, pelo tremendo impulso dado pelos jornais no século XIX, chegaremos aos nossos dias, mergulhando rapidamente no conto breve e até nos contos publicados na Internet que, muitas vezes, fogem dos padrões e estão criando novos formatos dentro deste tipo de narrativa. Nesse primeiro momento, faremos um rápido histórico do gênero, analisando, portanto, as principais características do enredo no conto.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Canção Do Exílio

Autor: Profª Bia Senday
O poema "Canção do exílio" foi escrito pelo poeta brasileiro Gonçalves Dias em 1843, na cidade de Coimbra, sendo primeiros poemas do livro "Primeiros Cantos". Trata-se da obra prima desse poeta brasileiro, pertencente à primeira geração romântica, como um dos mais famosos poemas da língua portuguesa no Brasil.
O segundo poema é o "Canto de regresso à pátria", escrito pelo poeta, ensaísta e dramaturgo brasileiro Oswald de Andrade. Ele foi um expoente e promotor da Semana de Arte Moderna de 1922, na cidade de São Paulo, e pertenceu à primeira geração modernista. Oswald de Andrade foi considerado, já em sua época, o mais rebelde de seu grupo.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A vida é de particular visão

Autor: Escritorcampos

A vida é de particular visão

 

Irmão de caminhada;

Nesta estrada asfaltada,

Quiçá, estrada cascalhada

Ou com pedras; apedrejada.

Quem sabe se, empoeirada,

Em confusas encruzilhadas.

Por ela já muito passeei.

Dela jamais me cansei.

 

A vida é um botijão de chão

Às vezes tropeçada pelo pé.

Mas, quando isto acontece

Mete-se os pés pelas mãos.

Pela falta de esperança na fé

Não posso de nada a ela reclamar,

Já tive de tudo o que se possa desejar.

Os bens materiais quais se queira alcançar.

Modestamente ainda os tenho, amorável pousada,

Conquistada com trabalho alegre e de muito empenho.

Nobres filhos e netos aos quais não lhes fataram o afeto;

Esposa e grande generosidade; qual se foi compelida à idade.

Como já se deu para notar, a maior riqueza está no bendito lar.

Bem por isto a minha visão me abate não podendo deixar de ver

Aquilo que não posso entender direito, o meu irmão escravizado

Por outro irmão safado, e se achando um deus todo endeusado

Ainda faz a justificação hipócrita; dizendo-se bom de coração.

Pensando em fama, cifrão e lauta mesa entumecida de pão.

Espezinha seu irmão coitado a viver, ou morrer aficionado

Pela sua libertação. E por isto não tenho uma boa razão.

Trago grande alegria no peito por ter vivido o direito

De viver direito. E sou bem feliz sendo o que quis.

Um belo dia quis fazer... Se quiser saber mais

Por fineza... Queira dar-me o prazer aqui,

De ler algo mais que pra você escrevi.

 

http://www.artigonal.com/poesia-artigos/a-vida-e-de-particular-visao-4024490.html

Perfil do Autor

Escritor